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Calopsita morreu do nada...


jlcs
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Gnt, eu tô muito triste.

Minha calopsita, a Neve, tinha mó máximo, uns 10 meses. Eu comprei ela no dia 16/05/2020. Ela tinha cerca de 3 meses. Desde o começo, vi que ela me escolheu e não hesitei na hora de gastar todo o meu dinheiro nela. Mesmo no primeiro dia, já dei muito amor e carinho pra ela, e ela se acostumou comigo rapidamente. Não só se acostumou, como se apegou, e muito! Eu não podia sair de perto dela que ela já começava a piar e me procurar, e quando me achava, vinha atrás de mim. Eu me apeguei demais nela. Tirava ela da gaiola todos os dias, várias vezes ao dia. Ela me fazia companheiro, via tv comigo, tomava café comigo, via aula comigo, eu levava ela no jardim pra brincar, colocava encima das gaiolas. Ela era muito amável, uma fofura, ainda mais comigo, que é com quem ela se sentia segura, confortável e feliz. Nunca tinha me apegado tanto a um bichinho. Eu levava ela pra todos os cantos da casa, conversava e ela me respondia, cheirava o "suvaco" fedorento dela...  São tantas coisas que nem dá pra descrever todas aqui. Ela me amou muito, muito mesmo, e eu também. Ela ficava sempre no meu ombro, ou se eu tivesse deitado, ela ficava encima do meu peito, quase no meu ombro, com a cabeça encostada no meu rosto. Gostava também de ficar no meu joelho, e eu brincando com ela. Ela foi crescendo, ficando cada vez mais linda e esperta. Sempre foi da paz, como disse minha mãe. Não brigava com ninguém. Ela também adorava ficar perto das minhas outras duas calopsitas: o irmão e a cunhada dela, que demoraram um tempo pra aceitar a minha filhinha. Com o tempo ela aprendeu a brincar com palito de dente, observando o irmão Aladin, e cunhada Lola. Gostava muito também de ficar no chão da gaiola. As vezes começava a correr e gritar lá do nada e só acalmava se eu chegasse perto. Sempre que eu ia tampar as gaiolas pra eles dormirem, eu tirava ela, pra me fazer companhia e depois dava boa noite. Acho que deu pra entender o quanto eramos apegados um pelo outro. Eu por ela,  e ela por mim.

O pior aconteceu no sábado. O dia parecia normal, como qualquer outro. Eu brinquei com ela, ela deu umas voadas pela casa porque eu saí um pouco de perto, fiz carinho nela, abracei e tudo mais. Depois, fui almoçar e coloquei ela na gaiola. Após o almoço, fui escovar os dentes e fiquei um pouco no meu quarto. Depois disso, lavei as gaiolas, da Neve, e do irmão dela. Inclusive tirei todos da gaiola, eles interagiram, brincaram. Eu brinquei mais um pouco com a Neve, fiz carinho... Guardei ela na gaiola por último, como sempre, porque sempre queria ficar mais um pouco com ela. Enfim, até aí tava tubo bem, tudo ótimo e normal. A coisa dia estranha pelo seguinte: Eu não costumo ir muito ao trabalho do meu pai, ainda mais nessa pandemia, em que eu fui lá poucas vezes. Uma das vezes, eu voltei pra casa e encontrei meu agapornis morrendo, fiz de tudo pra ajudar mas não foi possível. Quem sabe se eu tivesse em casa.... Voltando ao foco do que aconteceu: fui pro trabalho do meu pai, e outra coisa mais estranha aconteceu: meu tio chegou lá com minha prima. Os dois ficaram bastante tempo lá, e depois eu ainda tive que ir tomar sorvete com eles. O açaí demorou pra ficar pronto, e no final meu tio pediu um pra levarmos pro meu pai. Demorou mais ainda. Enquanto estávamos lá, meu pai liga,. falando pra voltarmos logo, pois eu tinha levado a chave de casa, e minha mãe e irmã ficaram trancadas em casa. Achei estranho porque não era o horário normal da minha mãe ir pro trabalho. Voltamos pro trabalho do meu pai, entreguei o açaí e meu pai falando no celular com minha mãe, com uma cara estranha. Daí ele falou pra meu tio me levar. Meu tio muito lento, conseguiu demorar pra chegar na minha casa, que é muito perto de onde estávamos. Chegamos lá, abri o portão, e me deparei com minha mãe com uma expressão muito estranha, me olhando. Pensei que estivesse brava por eu levar a chave e atrasar ela, mas nem com roupa de trabalho ela não tava ainda. Fiquei tentando entender o motivo daquela cara, até que minha irmã chega chorando e fala, sem nenhuma delicadeza: "A Neve morreu!". Na hora joguei a máscara e a chave longe, ajoelhei e comecei a chorar desesperado. Me senti impotente. Não poderia fazer nada! "A Neve morreu. Como assim morreu? Ela tava bem agora pouco! ", pensei. Na hora eu não escutava mais nada, sei que minha mãe tava falando alguma coisa com minha irmã, e meu tio também, mas não consegui ouvir. Vi inclusive que na hora que eu ajoelhei, alguém veio do meu lado. Acho que foi o Bob, meu cachorro, mas eu não sei. Minha mãe falou alguma coisa comigo, não ouvi. só entrei em casa correndo, procurando a Neve. Quase escorreguei no chão molhado, mas não importa, nada mais importava. 

Olhei pra mesa de relance, e vi a Neve lá. Minha Neve, minha filha, minha princesa gordinha. Ela estava dura, morta, com o bico fechado. Na hora, meu mundo desmoronou. Eu não lembro de ouvir ou ver mais nada, só a sensação de impotência, culpa talvez. Eu não pude fazer nada pra salvar ela. Eu não estava presente. Não pude dar um último beijo, um último carinho, um último abraço... Passou tanta coisa na minha cabeça em tão pouco tempo. A partir daí eu começo a lembrar do que eu vi. Deitado no chão e chorando, a sensação era inexplicável. Dor, sofrimento, tristeza? Não. Nenhuma dessas palavras chega perto do que eu senti. Então depois de um tempo, consegui levantar lentamente. Peguei ela, tremendo e desesperado. Beijei ela, fiz carinho, abracei, mas ela estava morta... Cadê minha filha? Tão carinhosa, engraçada, fofa, e ao mesmo tempo com a personalidade forte. Não estava mais ali. Mas então, cadê ela? Não sei. Queria eu saber. Fui ao jardim, onde ela gostava tanto de ir brincar. Deitei na pedra, e fiquei. Não sei se eu desmaiei, ou algo assim, só lembro da minha mãe me chamando depois. Eu entrei em casa, segurei a Neve, e puxei algumas penas, do rabo, da asa, e do topete. Aquele topete lindo, que no começo era pouco e pequeno, ela era quase careca, e ficou com aquele topete tão lindo depois de um tempo. Eu guardei as penas em caixinhas, no meu armário. Fui pro quarto de visitas, lugar onde ela foi tão pouco, mas gostava tanto de ir... Fiquei lá por um tempo, chorando agoniado... Tudo isso no sábado, dia 12/12/2020. Dia seguinte, no domingo,. dia 13/12, nós enterramos ela, no outro jardim, o que ela foi poucas vezes, não o que ela gostava tanto. Enterramos numa caixinha que minha irmã fez. Ela escreveu algumas coisas, como: " Te amamos pra sempre princesa Neve". E eu também escrevi alguns apelidos dela, e homenagens. Coincidência ou não, nesse mesmo dias, nasceu um filhote do nosso casal de periquitos, antes da hora. Como se fosse pra ser assim. Eu não sei se acredito, mas também não tenho resposta pra tudo, e algumas pessoas dizem que o animalzinho pode voltar em outro que nasce... De qualquer forma, não vou por muita expectativa no filhote, até porque são raças diferentes, e a Neve é única, insubstituível. Segunda feira também foi terrível, muita saudade e tristeza, assim como na terça. Não tão igual, pois ontem minha irmã comprou uma calopsita. Duas na verdade. Mas eu vi que uma foi vendida doente, e falei pra minha mãe e irmã devolverem. 

Todos sent falta da Neve, mas ninguém sente como eu sinto. Minha irmã meio que já superou, e tá brincando com a nova calopsita: Jujuba. Eu não vou brincar com essa nova calopsita, e nem consigo olhar pras gaiolas, que já lembro da Neve. Sempre acho que vou ver ela lá, fazendo gracinha, comendo muito, como sempre, e brincando. O pior, é que minha irmã colocou a nova calopsita na gaiola da Neve, a gaiola onde ela passou maior parte da vida dela. 

Também lembro dela e penso que foi ver, quando olho meu obro, ou meu joelho. As vezes lembro daquele cheirinho peculiar dela... Sinto o peso dela no meu dedo, a unha dela encima do meu ombro, arranhando meu pescoço, ou da cabeça dela respousando no meu rosto. Ela faz muita falta! Nunca imaginei que faria tanta falta assim, ou que eu sentiria isso. Ela era muito apegada a mim, e eu à ela. Tô pensando em doar as aves daqui... Mas é maldade.

O fato é que não consigo olhar pra gaiola, ou ouvir os piados... Principalmente das calopsitas.

Acho que vou guardar a gaiola da Neve. Não quero nenhuma ave dentro dela.

Meus pais não conseguem entender como eu não superei ainda, mas pra mim, é como se alguém da família tivesse morrido, alguém muito próximo. Minha filha...

A Neve - como o nome sugere - era uma calopsita albina, dos olhos vermelhos. Era gordinha e muito delicada, frágil, foda e engraçada. Ela ficou conosco por 210 dias. Um dia antes dela ir embora, eu tava admirando o quanto ela é fofa, e ficando feliz por que ia passar o primeiro Natal conosco. Ela foi muito especial e a morte dela foi repentina, inesperada. Ainda fico pensando nos "se". "Se su tivesse ficado em casa." ou "Se meu tio não tivesse demorado tanto" ou "Se eu não tivesse levado a chave, ou não trancado o portão". Mas na verdade, eu não sei o que aconteceria, não sei nem o que aconteceu.... Eu não tô suportando o fato de que talvez eu não veja ela nunca mais. Ela faz muita falta, vejo ela em tudo e em todo lugar... Tá tão difícil que eu nem consigo explicar...

 

Vocês tem alguma ideia do que pode ter acontecido??? Ela chegou a beber um pouco  do remédio de peito seco do irmão dela, mas acredito que não seja isso, pois a Lola também bebeu do remédio e convive com o Aladin, e não teve nada. Ela nunca apresentou nenhum sinal de doença. Nenhum mesmo. A única coisa que aconteceu mas que eu acredito que não tenha sido, foi que ela voou e bateu o peito. Mas ela já tinha aprendido a voar, e voava devagar, e a batida foi fraca. E ela já tinha voado e batido feio antes, quando ela ainda não voava direito, um tempinho atrás...

 

 

 

 

 

Queria mandar um foto dela aqui mas não tá indo.

 

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  • 4 months later...
Em 16/12/2020 at 12:53, jlcs disse:

Gnt, eu tô muito triste.

Minha calopsita, a Neve, tinha mó máximo, uns 10 meses. Eu comprei ela no dia 16/05/2020. Ela tinha cerca de 3 meses. Desde o começo, vi que ela me escolheu e não hesitei na hora de gastar todo o meu dinheiro nela. Mesmo no primeiro dia, já dei muito amor e carinho pra ela, e ela se acostumou comigo rapidamente. Não só se acostumou, como se apegou, e muito! Eu não podia sair de perto dela que ela já começava a piar e me procurar, e quando me achava, vinha atrás de mim. Eu me apeguei demais nela. Tirava ela da gaiola todos os dias, várias vezes ao dia. Ela me fazia companheiro, via tv comigo, tomava café comigo, via aula comigo, eu levava ela no jardim pra brincar, colocava encima das gaiolas. Ela era muito amável, uma fofura, ainda mais comigo, que é com quem ela se sentia segura, confortável e feliz. Nunca tinha me apegado tanto a um bichinho. Eu levava ela pra todos os cantos da casa, conversava e ela me respondia, cheirava o "suvaco" fedorento dela...  São tantas coisas que nem dá pra descrever todas aqui. Ela me amou muito, muito mesmo, e eu também. Ela ficava sempre no meu ombro, ou se eu tivesse deitado, ela ficava encima do meu peito, quase no meu ombro, com a cabeça encostada no meu rosto. Gostava também de ficar no meu joelho, e eu brincando com ela. Ela foi crescendo, ficando cada vez mais linda e esperta. Sempre foi da paz, como disse minha mãe. Não brigava com ninguém. Ela também adorava ficar perto das minhas outras duas calopsitas: o irmão e a cunhada dela, que demoraram um tempo pra aceitar a minha filhinha. Com o tempo ela aprendeu a brincar com palito de dente, observando o irmão Aladin, e cunhada Lola. Gostava muito também de ficar no chão da gaiola. As vezes começava a correr e gritar lá do nada e só acalmava se eu chegasse perto. Sempre que eu ia tampar as gaiolas pra eles dormirem, eu tirava ela, pra me fazer companhia e depois dava boa noite. Acho que deu pra entender o quanto eramos apegados um pelo outro. Eu por ela,  e ela por mim.

O pior aconteceu no sábado. O dia parecia normal, como qualquer outro. Eu brinquei com ela, ela deu umas voadas pela casa porque eu saí um pouco de perto, fiz carinho nela, abracei e tudo mais. Depois, fui almoçar e coloquei ela na gaiola. Após o almoço, fui escovar os dentes e fiquei um pouco no meu quarto. Depois disso, lavei as gaiolas, da Neve, e do irmão dela. Inclusive tirei todos da gaiola, eles interagiram, brincaram. Eu brinquei mais um pouco com a Neve, fiz carinho... Guardei ela na gaiola por último, como sempre, porque sempre queria ficar mais um pouco com ela. Enfim, até aí tava tubo bem, tudo ótimo e normal. A coisa dia estranha pelo seguinte: Eu não costumo ir muito ao trabalho do meu pai, ainda mais nessa pandemia, em que eu fui lá poucas vezes. Uma das vezes, eu voltei pra casa e encontrei meu agapornis morrendo, fiz de tudo pra ajudar mas não foi possível. Quem sabe se eu tivesse em casa.... Voltando ao foco do que aconteceu: fui pro trabalho do meu pai, e outra coisa mais estranha aconteceu: meu tio chegou lá com minha prima. Os dois ficaram bastante tempo lá, e depois eu ainda tive que ir tomar sorvete com eles. O açaí demorou pra ficar pronto, e no final meu tio pediu um pra levarmos pro meu pai. Demorou mais ainda. Enquanto estávamos lá, meu pai liga,. falando pra voltarmos logo, pois eu tinha levado a chave de casa, e minha mãe e irmã ficaram trancadas em casa. Achei estranho porque não era o horário normal da minha mãe ir pro trabalho. Voltamos pro trabalho do meu pai, entreguei o açaí e meu pai falando no celular com minha mãe, com uma cara estranha. Daí ele falou pra meu tio me levar. Meu tio muito lento, conseguiu demorar pra chegar na minha casa, que é muito perto de onde estávamos. Chegamos lá, abri o portão, e me deparei com minha mãe com uma expressão muito estranha, me olhando. Pensei que estivesse brava por eu levar a chave e atrasar ela, mas nem com roupa de trabalho ela não tava ainda. Fiquei tentando entender o motivo daquela cara, até que minha irmã chega chorando e fala, sem nenhuma delicadeza: "A Neve morreu!". Na hora joguei a máscara e a chave longe, ajoelhei e comecei a chorar desesperado. Me senti impotente. Não poderia fazer nada! "A Neve morreu. Como assim morreu? Ela tava bem agora pouco! ", pensei. Na hora eu não escutava mais nada, sei que minha mãe tava falando alguma coisa com minha irmã, e meu tio também, mas não consegui ouvir. Vi inclusive que na hora que eu ajoelhei, alguém veio do meu lado. Acho que foi o Bob, meu cachorro, mas eu não sei. Minha mãe falou alguma coisa comigo, não ouvi. só entrei em casa correndo, procurando a Neve. Quase escorreguei no chão molhado, mas não importa, nada mais importava. 

Olhei pra mesa de relance, e vi a Neve lá. Minha Neve, minha filha, minha princesa gordinha. Ela estava dura, morta, com o bico fechado. Na hora, meu mundo desmoronou. Eu não lembro de ouvir ou ver mais nada, só a sensação de impotência, culpa talvez. Eu não pude fazer nada pra salvar ela. Eu não estava presente. Não pude dar um último beijo, um último carinho, um último abraço... Passou tanta coisa na minha cabeça em tão pouco tempo. A partir daí eu começo a lembrar do que eu vi. Deitado no chão e chorando, a sensação era inexplicável. Dor, sofrimento, tristeza? Não. Nenhuma dessas palavras chega perto do que eu senti. Então depois de um tempo, consegui levantar lentamente. Peguei ela, tremendo e desesperado. Beijei ela, fiz carinho, abracei, mas ela estava morta... Cadê minha filha? Tão carinhosa, engraçada, fofa, e ao mesmo tempo com a personalidade forte. Não estava mais ali. Mas então, cadê ela? Não sei. Queria eu saber. Fui ao jardim, onde ela gostava tanto de ir brincar. Deitei na pedra, e fiquei. Não sei se eu desmaiei, ou algo assim, só lembro da minha mãe me chamando depois. Eu entrei em casa, segurei a Neve, e puxei algumas penas, do rabo, da asa, e do topete. Aquele topete lindo, que no começo era pouco e pequeno, ela era quase careca, e ficou com aquele topete tão lindo depois de um tempo. Eu guardei as penas em caixinhas, no meu armário. Fui pro quarto de visitas, lugar onde ela foi tão pouco, mas gostava tanto de ir... Fiquei lá por um tempo, chorando agoniado... Tudo isso no sábado, dia 12/12/2020. Dia seguinte, no domingo,. dia 13/12, nós enterramos ela, no outro jardim, o que ela foi poucas vezes, não o que ela gostava tanto. Enterramos numa caixinha que minha irmã fez. Ela escreveu algumas coisas, como: " Te amamos pra sempre princesa Neve". E eu também escrevi alguns apelidos dela, e homenagens. Coincidência ou não, nesse mesmo dias, nasceu um filhote do nosso casal de periquitos, antes da hora. Como se fosse pra ser assim. Eu não sei se acredito, mas também não tenho resposta pra tudo, e algumas pessoas dizem que o animalzinho pode voltar em outro que nasce... De qualquer forma, não vou por muita expectativa no filhote, até porque são raças diferentes, e a Neve é única, insubstituível. Segunda feira também foi terrível, muita saudade e tristeza, assim como na terça. Não tão igual, pois ontem minha irmã comprou uma calopsita. Duas na verdade. Mas eu vi que uma foi vendida doente, e falei pra minha mãe e irmã devolverem. 

Todos sent falta da Neve, mas ninguém sente como eu sinto. Minha irmã meio que já superou, e tá brincando com a nova calopsita: Jujuba. Eu não vou brincar com essa nova calopsita, e nem consigo olhar pras gaiolas, que já lembro da Neve. Sempre acho que vou ver ela lá, fazendo gracinha, comendo muito, como sempre, e brincando. O pior, é que minha irmã colocou a nova calopsita na gaiola da Neve, a gaiola onde ela passou maior parte da vida dela. 

Também lembro dela e penso que foi ver, quando olho meu obro, ou meu joelho. As vezes lembro daquele cheirinho peculiar dela... Sinto o peso dela no meu dedo, a unha dela encima do meu ombro, arranhando meu pescoço, ou da cabeça dela respousando no meu rosto. Ela faz muita falta! Nunca imaginei que faria tanta falta assim, ou que eu sentiria isso. Ela era muito apegada a mim, e eu à ela. Tô pensando em doar as aves daqui... Mas é maldade.

O fato é que não consigo olhar pra gaiola, ou ouvir os piados... Principalmente das calopsitas.

Acho que vou guardar a gaiola da Neve. Não quero nenhuma ave dentro dela.

Meus pais não conseguem entender como eu não superei ainda, mas pra mim, é como se alguém da família tivesse morrido, alguém muito próximo. Minha filha...

A Neve - como o nome sugere - era uma calopsita albina, dos olhos vermelhos. Era gordinha e muito delicada, frágil, foda e engraçada. Ela ficou conosco por 210 dias. Um dia antes dela ir embora, eu tava admirando o quanto ela é fofa, e ficando feliz por que ia passar o primeiro Natal conosco. Ela foi muito especial e a morte dela foi repentina, inesperada. Ainda fico pensando nos "se". "Se su tivesse ficado em casa." ou "Se meu tio não tivesse demorado tanto" ou "Se eu não tivesse levado a chave, ou não trancado o portão". Mas na verdade, eu não sei o que aconteceria, não sei nem o que aconteceu.... Eu não tô suportando o fato de que talvez eu não veja ela nunca mais. Ela faz muita falta, vejo ela em tudo e em todo lugar... Tá tão difícil que eu nem consigo explicar...

 

Vocês tem alguma ideia do que pode ter acontecido??? Ela chegou a beber um pouco  do remédio de peito seco do irmão dela, mas acredito que não seja isso, pois a Lola também bebeu do remédio e convive com o Aladin, e não teve nada. Ela nunca apresentou nenhum sinal de doença. Nenhum mesmo. A única coisa que aconteceu mas que eu acredito que não tenha sido, foi que ela voou e bateu o peito. Mas ela já tinha aprendido a voar, e voava devagar, e a batida foi fraca. E ela já tinha voado e batido feio antes, quando ela ainda não voava direito, um tempinho atrás...

 

 

 

 

 

Queria mandar um foto dela aqui mas não tá indo.

 

Ola , mimhas calopsitas morreram desse mesmo jeito. As gaiolas ficava muito alta,ela voava da gaiola? Pq quando elas voam costumam bater o peito no chão e quando batem ou quebram ou peito e morrem na hora ou da uma infecção. No caso de meus 2 anjinhos foi a infecção , e ela vai se agravando , ainda mais rapido se a neve batia o peito no chão varias vezes . Sinto muito pela sua perda dia 23/04/2021 perdi minha Melzinha de ataqie cardiaco por conta da infecção e ontem(26/04/2021) perdi meu Tom Tom de falta de ar por conta da infecção. O pior nem pude cantar parabéns pelo seu mesversario de 7 meses ontem

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